Hackers usaram o assistente de suporte baseado em inteligência artificial (IA) da Meta para invadir contas high profile no Instagram. Entre elas, estava o perfil da Casa Branca do período do governo Barack Obama. A empresa dona da rede social confirmou a existência da vulnerabilidade e informou que corrigiu o problema após pesquisadores de segurança exporem a falha.

Além do perfil vinculado ao ex-presidente americano, os ataques atingiram perfis da marca de luxo Sephora e do sargento-chefe da Força Espacial dos Estados Unidos, John Bentivegna, revelou o 404 Media. Relatos de usuários sobre invasões e sequestros de contas também se espalharam pelas plataformas Reddit e X, acendendo o alerta sobre a segurança do uso de automação para gerenciar credenciais de acesso e senhas.

Manipulação de chatbot da Meta permitia alteração de senhas e e-mails de usuários de redes sociais da empresa

Pesquisadores e grupos de cibercriminosos compartilharam vídeos e capturas de tela no Telegram demonstrando o método para assumir o controle dos perfis. Numa das gravações publicadas no X/Twitter, um invasor aparece ordenando ao robô de suporte da Meta que vincule a conta visada a um novo endereço de e-mail. O sistema automatizado envia um código de verificação para o e-mail do criminoso e, após a inserção dos números na interface do chat, disponibiliza um botão direto para redefinir a senha do usuário. Para burlar os mecanismos de defesa geográficos da plataforma, pelo menos um dos invasores utilizou uma rede virtual privada (VPN) para mascarar sua localização real.

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Hackers conseguiram fazer a Meta AI ajudá-los a invadir contas famosas no Instagram – Imagem: JARIRIYAWAT/Shutterstock

“Este problema foi resolvido e estamos protegendo as contas afetadas”, declarou a Meta ao jornal The Guardian. O volume total de perfis comprometidos pela brecha de segurança não foi detalhado pela companhia, mas sabe-se que nomes de usuários afetados foram colocados à venda na plataforma de mensagens Telegram. 

O assistente de suporte com IA foi lançado globalmente no Facebook e no Instagram no início de 2026. Contudo, o comunicado publicado em março dizia que a ferramenta executaria ações como redefinir senhas, reportar golpes e denunciar contas falsas apenas no Facebook. E, só no futuro, no Instagram.

A falha surge num momento de reestruturação interna da Meta, que vem reorganizando postos de trabalho e integrando ferramentas inteligentes sob a liderança do CEO, Mark Zuckerberg. 

O fundador da empresa determinou um investimento de US$ 145 bilhões (aproximadamente R$ 727 bilhões) em infraestrutura de IA e data centers para 2026, focando no desenvolvimento de grandes modelos de linguagem (LLMs) e na busca pela chamada “superinteligência”.

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